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CULTO RACIONAL

24 Jul

Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus que apresenteis os vossos corpos por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional (Romanos 12. 1).

 

Um pastor,  certo dia, chamou uma pessoa para conversar, e perguntou-lhe:  O que está acontecendo com você que nunca mais participou do culto? – Como pastor, se no domingo passado, e no outro  eu estava aqui! – O pastor respondeu – Certo! Você estava aqui no templo, mas não estava no culto!  – Como assim? – Se o seu coração, sua mente não estiver girando em torno do culto, você apenas estará presente no templo, mas ausente do culto.  – A referida pessoa, passava quase o tempo todo, voltado para as músicas no iPhone , interagindo com outras pessoas, procurando entretenimento, viajando mentalmente e desligando-se de Deus a quem deveria prestar o culto, com quem, à priori, demonstrava interesse de relacionamento.

 

Apesar da palavra culto  aparecer raramente no Novo Testamento, para designar a forma de culto que prestamos a Deus, no entanto, louvor, adoração, absorção da Palavra de Deus, aparece inúmeras vezes. São estas coisas apresentadas a Deus com fé, e de forma consciente, que caracteriza o verdadeiro culto racional.

 

A palavra – racional, no original grego é: lógicos, ou logiken/lógikos, ligada à logos, que expressa o princípio divino da razão universal. Culto racional, não quer dizer que seja uma devoção com base unicamente na razão humana, isso seria – racionalismo cristão, mas sim, que o culto seja prestado dentro do princípio da razão e do pensamento divino. Captar o pensamento de Deus sobre como devemos proceder na relação que devemos ter com ele é de fundamental importância, para que nossa atividade espiritual seja frutífera.

 

Sendo assim, o culto deve ser razoável, racional e espiritual, segundo os princípios de Deus. Para isto, é preciso ter a mente de Cristo/Logos, compreender os desígnios de Deus, para apresentar todos os membros do corpo, em sacrifício santo – ou seja, sacrifício separado e destinado para agradar a Deus, com base na tríplice dimensão cristã: Amor, fé e graça.

 

Com um coração voltado para cima, utilizamos de forma consciente, todos os meios possíveis que represente, gratidão, veneração, admiração, glorificação, louvor,  adoração e exaltação. Tudo isto é expresso no ambiente do culto coletivo e no culto individual. Se a pessoa acha, ou mesmo não tenha experimentado da dádiva Deus, por recusá-la, seu culto fica anulado. Aquele que vai ao templo, às reuniões, por razões – social ou religiosa, mas vive desprovido da verdadeira razão do culto e de sua importância para a vida cristã, vive no mundo religioso, mas na periferia da essência evangélica: O Teólogo Karl Barth escreveu: “O culto cristão é o ato mais importante, mais relevante e mais glorioso na vida do homem”. Usufrua deste benefício e privilégio!

 

Neste momento, enquanto você está lendo este artigo, talvez você esteja no  templo, mas o Espírito Santo está lhe convidando para entrar no culto. Portanto, siga as instruções da Palavra/logos, quanto ao culto. Ofereça o seu melhor! Desligue-se de tudo que eventualmente quer lhe prender – lá fora. Mantenha seu corpo, mente e espírito voltados para Deus e, sinta que Deus está presente no Seu templo, que é o seu corpo. Assim, você estará pronto para adorá-lo, no templo e fora dele, pois o importante não é onde, mas como devemos adorar. É exatamente isso que Cristo considera relevante: “os verdadeiros adoradores, adorarão em espírito e em verdade”. Assim o nosso Culto será racional, espiritual,  segundo Deus. O Deus trino deve ser cultuado com o trino humano: Corpo, alma e espírito.

 

F. Meirinho

 

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A LUZ DO MUNDO

14 Jul

A LUZ DO MUNDO

                   Eu vim como  luz para o mundo, a fim de que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas. (João 12. 46)

                   A luz contrasta com as trevas. O homem empenha-se com afinco para afugentar a escuridão física, porque sente necessidade da energia, da luz.

Quando Deus criou o universo, a luz estava  inserida no projeto como elemento essencial, sem a qual, a terra continuaria no caos e a vida não surgiria.

O mundo sem luz seria como um vale árido, sombrio e detestável, porém, Deus o encheu de beleza adornando-o com a luz.

Sem luz as trevas imperam, a vida sucumbe e a terra perde todo o seu atrativo, porque ela produz a beleza, o calor, a cor, a vida.

Quando Deus  fez o universo, adornou-o com a colossal auréola de luzes, provindas do exuberante sistema solar, e ela interagiu com toda a natureza. Assim, as plantas, as flores, os pássaros e o ser humano, todos puderam celebrar.

Filósofos, físicos, ensaístas, cativados pela grandeza que a luz revela, embrenharam-se pelos caminhos e becos complexos da ciência para descobrirem seus efeitos e causas e deslindar seus encantados mistérios e muitos, a exemplo de Newton, admitiram que a causa da causa era Deus.

Assim como o Deus criador é o causador da luz  física, ele o é também da luz espiritual, sem a qual a alma vagueia em escuridão.

Deus criou a luz, mas a humanidade precisava de luz para buscar evolução, precisava de luz para caminhar nas noites, precisava de luz dentro de casa. Para Erasmo Darvwin, Newton explorou, nas manifestações da natureza, a causa e o efeito, e, por encanto, desvendou todas as suas leis latentes. Quando Newton morreu, Alexander Pope, escreveu um poema que está gravado no quarto onde Newton nasceu, na Mansão Woolsthorpe: “A natureza e as leis da natureza se escondiam na noite. Deus disse: Que se faça Newton! E tudo se transformou em luz”. Da mesma forma, Deus olhou a humanidade, e apesar de toda luz criada, ela vivia em densas trevas espirituais. Deus, então enviou Jesus Cristo, a luz do mundo, para que todos  pudessem encontrar a luz da vida.

Podemos então afirmar que Deus é o grande sol, cuja luz projeta-se em Cristo e através dele é transmitido a todos nós, a luz imarcescível da sua divindade. Quem conhece essa luz e vive nela, tem em si a vida de Deus, conhece e descobre as prerrogativas do seu Reino.

A força opositora da luz espiritual são as densas trevas, que adejam sobre cada pessoa, procurando o domínio da alma. Esta força é produzida pelo príncipe das trevas, Satanás, que com artimanha e toda sagacidade que lhe é peculiar, investe contra a humanidade na sua deslocada loucura, para, ardilosamente, destruir as fortalezas. Assim, o homem, frente aos seus ataques, fica inerte, tornando-se presa fácil. Escravo, e passa a servi-lo como Senhor em suas atitudes. A única alternativa, divinamente providenciada para combatermos o império da trevas é a rendição total a Cristo, que é, a luz do mundo.

Por menor que seja a sua luz, jamais será destruída pelas trevas; ao contrário, as trevas em investida destruidora acabarão dando brilho a pequena, e às vezes, insignificante luz.

O homem, ao contrário dos animais irracionais, sempre buscou pela luz, tanto a real quanto a simbólica, porque a luz também aponta para iluminação espiritual e absorção do conhecimento. O salmista Davi dizia: Envia a tua luz e a tua verdade para que me guiem.

É necessário luz para descobrir a verdade, tão necessária para a libertação e felicidade humana. Charles Spurgeon, escreveu: “Ainda que as verdades, como as rosas, tenham espinhos, os homens retos as levam sempre junto ao coração. Nossas almas devem ser o santuário e o refúgio da verdade”. 

Luz ou escuridão espiritual, eis a questão. Os que optam em viver sem a luz de Deus, não conseguem andar no caminho da verdade. Diz a Bíblia que, Satanás é o príncipe das trevas; mas acrescenta: ele pode se transformar em um anjo de luz”. É preciso discernimento! A luz que supomos ter, procede de Deus? O profeta Isaías adverte: “Ai dos que ao mal chamam de bem, e ao bem, chamam de mal. Que fazem da escuridão luz e da luz obscuridades, põem o amargo no doce, e o doce no amargo. Ai dos que são sábios aos seus próprios olhos, e prudentes em seus próprios conceitos”.

 Os agentes do mal trabalham no escuro e no oculto. Envolvem pessoas com males complexos, de difícil decifração. Os males que se proliferam no meio social acabam destruindo a felicidade e a esperança, por isso, o incentivo de Deus a Israel, serve para todos nós: “Vinde ó casa de Israel e andemos na luz do Senhor (Is 2. 5).

Muitos dizem que o importante para a pessoa é ter uma religião, mas não podemos esquecer que muitas jazem nas trevas. Por isso, é preciso luz divina tanto para discernirmos, quanto para descobrirmos o caminho certo. Este está comprometido com a luz, porque os que andam nas trevas são facilmente identificados:

1)  quem anda nas trevas não sabe para onde vai (João 12. 35;

2)  quem anda nas trevas, pratica o que é mal, porque aborrece as obras da luz (João 3. 19 – 21);

3)    quem anda nas trevas diz, não entender nada da Palavra de Vida, e tem muitas dificuldades de assimilar as lições espirituais.

4)     Quem anda nas trevas tem o entendimento fechado: “o deus deste século, cegou-lhe o entendimento, para que não lhe resplandeça a luz (2 Coríntios 4. 4).

Se você se sente em meio às trevas, que empobrecem, degradam e matam, venha para a luz: “Levanta e resplandece porque vem a tua luz e a glória do Senhor nasce sobre ti (Isaías 60. 1). Nas trevas, a esperança desvanece e a Fé morre. Na luz divina, há vida, paz, fé, amor e felicidade.

Vem para  luz sentir seus efeitos benéficos! Vem para a luz, receber sua ação salutar. Disse Jesus: “Eu sou a luz do mundo, quem me segue, não andará em trevas, mas terá a luz da vida (João 8. 12). Para tanto é preciso atitude, coragem, fé.

Quando você desprender-se e jogar-se nos braços de Deus, terá sua alma iluminada pela sua maravilhosa presença e cumprir-se-á o que está escrito: “Então romperá a tua luz, como a alva, a tua cura brotará sem detença, a tua justiça irá adiante, e a glória do Senhor será a tua reta guarda, então clamarás e o Senhor te responderá, gritarás por socorro e ele dirá: Eis me aqui (Isaías 58. 8, 9).

São muitos os privilégios para os que resolvem andar na luz, pois, além de receberem bênçãos para esta vida, terão o caminho iluminado por toda a eternidade.

Já pensou ter que enfrentar a eternidade desprovido da luz divina? De acordo com o escritor Raymond Moody que pesquisou sobre o EQM – experiência do quase morte, ou morte clínica temporária, as pessoas que passaram por ela relatavam ter passado por experiências, como: Entrando em abismo escuros e sombrios. Outras, avistavam luzes e ouviam sons agradáveis. Recorrendo aos princípios do cristianismo afirmaríamos que, seriam experiências de luz e trevas.

Paulo, escrevendo a Timóteo declarou que, Cristo vindo à terra destruiu a morte e trouxe à luz, a vida e a imortalidade mediante o Evangelho (2 Timóteo 1. 10).

A luz que Cristo projetou no mundo é a luz cativante, singular e cheia de ternura. É para essa luz que Deus nos chama. O apóstolo do amor, João, assim escreveu: “Ora a mensagem que da parte dele temos ouvido e vos anunciamos é esta: que Deus é luz e não há nele treva nenhuma. Se dissermos que mantemos comunhão com ele, e andarmos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade. Se, porém, andarmos na luz como ele na luz está, mantemos comunhão um com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu filhos, nos purifica de todo pecado.

Vem para luz, sentir de perto a vida de Deus. A Vida que destrói a nossa morte e ressuscita a nossa esperança, para uma vida melhor, tanto aqui quanto na eternidade.

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Francisco Meirinho

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FÉ PARA VIVER E VENCER

30 Jun


A fé, com certeza, tem sido a grande aliada histórica da humanidade. Sem ela, teríamos sucumbido e perdido a razão da existência. A fé não é somente o antídoto da incredulidade, mas também do desânimo, da desesperança, da aflição e da tribulação.

Do desânimo, fruto da ansiedade, desalento e angústia dos tempos modernos. Da tribulação, que surge no cenário da vida em forma de adversidade e contrariedade de toda natureza.

Em meio aos desânimos e tribulações, a fé aparece como um lugar seguro no qual arregimentamo-nos para continuar vigorosos na batalha. Como escreveu – McKenzie: “A fé é o vento que impulsiona as velas do nosso “Barco de esperança” rumo aos destinos que almejamos, eventualmente, atingir”

Pedro, discípulo de Jesus Cristo teve uma experiência inesquecível. Ele, com os demais discípulos foram incentivados a passar para o outro lado do Mar da Galiléia, quando os ventos começaram a soprar formando uma grande tempestade. Apesar de estarem passando por essa prova na travessia, foram incentivados pelo Mestre, a fazê-lo. Isto indica que, mesmo para os alvos corretos e em direção certa podemos estar sujeitos à provações.

O vento era contrário e o barco estava distante da terra. Era impossível voltar e difícil continuar. O desânimo abateu sobre todos!

Mateus, no seu Evangelho registra o seguinte: “Na quarta vigília da noite, (três horas da manhã) foi Jesus ter com eles, andando sobre o mar”. No pior momento perceberam que não estavam sós. Quando se aproximou  trouxe a princípio, um temor maior, porque pensavam tratar-se de um fantasma, até que todo  medo foi  eliminado,  com a seguinte declaração: Tende bom ânimo! Sou eu. Não temais!

Todos nós iniciamos uma grande travessia no mar da vida e cada um de nós tem sua própria experiência. É possível que alguém esteja num estado de graça por ter alcançado uma grande bênção, em qualquer área da vida, mas, pode ser que esteja no meio de uma grande tempestade. Lembre-se! Ele deseja estender as suas mãos e ajudá-lo, é preciso estar atento para compreender a forma como ele se revela. Os discípulos, no primeiro momento o confundiram com um fantasma, mas, por detrás do suposto fantasma apareceu Cristo, a luz, a paz, a vida, e o resultado foi – tranqüilidade, segurança.

Onde Cristo está a vida se manifesta. A vida é Deus e Deus é a vida se movimentando e criando espaço para que ela possa surgir em nós e através de nós. A vida é para cima, sempre para cima, vencendo as barreiras que queiram se interpor. Como escreveu Bérgson: O animal sobrepuja a planta, o homem sobrepuja a animalidade, e o conjunto da humanidade, no espaço e no tempo é um exército imenso e galopar ao lado, à frente e atrás de cada um de nós (…). A corrente da vida sobrevive à morte do indivíduo. Sobrevive a possibilidade do fracasso e à tendência da matéria por aniquilar-se. Ao topar com um beco sem  saída, as suas múltiplas energias cavam novo atalho e dirigem as suas torrentes irresistíveis no sentido de novas e maiores realizações. A vida não pode ser sufocada por uma derrota temporária; nunca pode ser detida”.

Lembre! A fé existe para dar sentido à existência e fazer com que a vida, não seja apenas biológica, mas também psíquica e espiritual. Uma pessoa só pode se sentir realizada quando permite que a vida invada todos os recônditos do ser: corpo, mente, espírito, e para isso é indispensável o uso de um grande instrumento – fé.

 

Francisco Meirinho

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O QUE É ADORAR?

22 Jun

…O ato de adorar remonta ao período do cristianismo, lei e profetas (Gn 18. 1,2). Descobrimos também que representa curvar-se diante de alguém que julgamos seja superior e que mereça a nossa admiração. À luz da Palavra de Deus vamos descobrir algo mais sobre a adoração e sua importância para os nossos dias.

Originalmente a palavra “adorar” está ligada a curvar ou prostrar. Este curvar-se ou prostrar-se acontecia da parte de alguém que reconhecia superioridade no outro, ou que, estivesse expressando agradecimento por atos relevantes. Queremos  colocar abaixo alguns exemplos:

  1. Ao morrer Sara, mulher de Abraão, este procurou um lugar para sepultá-la. Encontrando a benevolência dos heteus, Abraão curvou-se  em respeito e reconhecimento a este povo.
  2. Ao ser Ló, visitado por dois anjos, prostrou-se com o rosto em terra e pediu para que os anjos ficassem em sua casa, embora não desejassem, cederam, em função das insistências (Gn 19. 1,2).
  3. Os irmãos de José se prostraram perante ele que era na ocasião governador (Gn 42. 6)
  4. Abraão num momento difícil de sua vida saiu para adorar (Gn 22. 5).
  5. Josué prostra-se em adoração (Js 5. 14). Esta atitude de adoração abriu caminho para que Josué entrasse em contato com o próprio Deus e pudesse descobrir sua vontade.

Sabemos que a palavra “adorar” está relacionada a curvar, prostrar e que isto era comum entre os povos antigos; era feito como um ato de submissão e reconhecimento. A mesma, relaciona-se com a palavra hebraica – “hishtâwã” que no novo testamento funde-se com a palavra grega – proskruneo – adorar, beijar  ou proskunetai – adorador. Lembre-se, quando você está em adoração é como se estivesse beijando o rosto de Deus.

Considerando o contexto bíblico do ponto de vista do culto, um adorador é aquele que se prostra diante da face de Deus, reconhecendo-o como supremo criador e Senhor. Um adorador, partindo da ótica do novo testamento, será envolvido pelo Espírito Santo a demonstrar toda a sua gratidão pelos atos da redenção e santificação, através dos  quais o crente foi envolvido.

Nessa adoração, o crente não somente prostra-se fisicamente, mas, também no sentido espiritual. Com gratidão e amor que tem para com a trindade – O Pai criador, Jesus Cristo redentor e o Espírito Santo, vivificador e santificador – a pessoa usará de todos os instrumentos disponíveis para expressar a sua adoração. Adoração esta, que não tem como base o temor, ou a lei, mas, sim, o coração agradecido, resultado da superabundante Graça de Deus… (Texto Extraído do Livro – Luz das Sagradas Letras – Autor: Francisco Meirinho)

* O livro pode ser encontrado: na – E. Church – USA, e Na Livraria Rhema – Joiniville- SC

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PÉROLA VALIOSA

9 Jun

PÉROLA VALIOSA
“O Reino dos céus é como um negociante que procura pérolas preciosas. Encontrando uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo o que tinha e a comprou”. (Mateus 13. 45 – 46)
A princípio temos nesta Parábola um detalhe bem curioso e relevante – Um homem que procura pérolas de grande valor.
Sabe-se que as mais valiosas pérolas são encontradas no Mar Mediterrâneo e no Golgo Pérsico, mas para identificá-las é necessário grande pericia, o que parece não faltar ao aludido comerciante.
Uma pérola, antes, apenas um simples grão de areia. Penetra no interior da ostra, que é envolvida por secreção ao longo do tempo, até se tornar uma rara jóia, cuja cor varia – dourada, prateada, verde, negra, creme. Relacionando ao Reino dos Céus, no contexto do Novo Testamento temos: Um simples grão de areia – que aponta para a simplicidade do Reino. Da areia à pérola – mostra o processo até que o Reino se tornasse reconhecido. O negociante que procura – sabe que a Pérola é preciosa, por isso não hesita em vender tudo o que possuía, para comprar uma única pérola, que apesar de pequena, era muito valiosa.
Reino dos Céus e Reino de Deus são sinônimos, mas se desdobram em várias episódios distintos, em diferentes épocas, sem perder sua principal característica – O Reino preparado por Deus, que tem Cristo como seu grande Príncipe/Rei, cujo objetivo é ser descoberto, por todas as pessoas que o procuram, como resultado da valorização que lhe atribuem.
Entendemos que, o Reino não está sendo tão procurado, porque as pessoas estão perdendo o senso de avaliação e o espírito de valoração do real sentido do reino que foi por Cristo proclamado. Os que olham para o reino, como se fosse apenas um grão de areia, jamais o procurarão; mas os que vêem àquele simples grão de areia que pode se transformar em uma pérola de grande valor, estão prontos, para procurar, procurar, até encontrar. Depois, fica mais fácil renunciar, vender tudo que possui para adquiri-la.
Como estamos vendo o Reino de Deus? Um simples grão de areia? Uma areia em processo de pérola? Ou, já descobrimos a Jóia de grande valor. Se nada disso ainda nos aconteceu, podemos estão aprender um pouco mais com o caçador de pérola, que depois da descoberta, acaba trocando o seu reino – suas riquezas, pelo reino que não é seu, mas que lhe garante muito mais segurança, porque trata-se de uma reino que não pode ser destruído, eterno e inabalável.
F. Meirinho
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CARACTERÍSTICAS DO SERVO VIGILANTE

1 Jun

CARACTERÍSTICAS DO SERVO VIGILANTE

(MATEUS 24. 45 – 51; LUCAS 12. 42 – 48)

As três  principais características do servo  vigilante são: Fidelidade, prudência e vigilância. De posse dessas  características fica garantida a tranqüilidade do servo em relação ao seu senhor, quanto  à prestação de contas, e também, sobre a certeza de que virá para isso, mesmo não sabendo quando. Isso implica em sua fidelidade, prudência e vigilância, em todo o tempo.

As características descritas acima são esperadas pelo Senhor, para que o mesmo possa confiar, a esse, todos os seus bens. Mas, acrescenta a parábola: “Se aquele servo for mau e disser: O meu senhor tarde virá, e começar a espancar os seus servos, e a comer e beber com os ébrios, virá o Senhor num dia em que ele não espera, e à hora em que ele não sabe, e castigá-lo-á, e lhe dará a sorte dos hipócritas. Ali haverá choro e ranger de dentes”.

Creio que a relação do senhor e servo nesta parábola, representa a relação de Cristo com a sua igreja, com aqueles que são chamados para servir. A vinda inesperada do servo, tanto pode representar a Vinda de Cristo, como qualquer outra situação em que somos convidados a fazer prestação de contas, do nossos atos, quanto ao nosso dever de fidelidade.

A sociedade hoje rejeita muito à ideia de castigo, penalidade. Talvez, por isso, exista tanto abusos. Se não  houver penalidade, também é difícil compreender o princípio da recompensa, porque os dois conceitos estão inter-relacionados.

O comportamento mau do servo, terá como punição o destino previamente preparado aos hipócritas: “Castigá-lo-á, e lhe dará a sorte dos hipócritas. Ali haverá choro e ranger de dentes”.

No meio da vida social ativa, na política, na religião e em todas as demais relações humanas, sempre será um desafio manter-se íntegro,  alheio à vida de hipocrisia, que representa os que agem  com fingimento e falsidade. De acordo com o Pe. Manuel Bernardes: “O hipócrita é santo pintado; tem mãos postas, mas não ora; o livro nas mãos, mas não lê; os olhos no chão, mas não se desestima”.

O destino dos hipócritas já sabemos. Deixar de ser hipócrita é difícil. Será que a hipocrisia pode ser um tipo de espinho na carne, de que Paulo faz referência? Diante disso prefiro orar: “Senhor, ajuda-me a cada dia me livrar da hipocrisia, para que eu possa ser mais verdadeiro e menos hipócrita” .  A hipocrisia é o penúltimo inimigo a ser vencido – penso –  depois vem a morte. Por enquanto, “a Sua graça nos basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza”.

F. Meirinho

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FIDELIDADE – É o que importa

20 Maio

FIDELIDADE – É o que importa

Fé divorciada de fidelidade é uma crença qualquer, vazia de conteúdo. A fidelidade em relação a Deus e ao que ele pede de cada um de nós é o que caracteriza a vida de quem compreendeu o princípio do Evangelho.

Paulo escrevendo aos romanos fez questão de destacar a importância da fidelidade, pois ela vai mostrar quem realmente somos: “Assim pois, que os homens nos considerem como ministros de Cristo, e despenseiros dos mistérios de Deus. Ora, além disso, requer-se dos despenseiros que cada um se ache fiel” (1 Co 4. 1-2)

O que os homens, as pessoas em geral pensam dos lideres e das igrejas hoje?  Será que estão considerando como – “ministros de Cristo e despenseiros de Deus? Nem toda a crítica que se ouve hoje é sem fundamento. Precisamos pensar nisso! Mordomos, administradores, ministros, servos, despenseiros é o que devemos ser em relação a Deus e ao seu reino. Falhar nessa área é como negar a fé. É trair o princípio do reino. É agir na mesma postura imprudente de Judas, tão criticado, que nem seu nome os pais arriscam a por nos seu filhos. Um pouco é preconceito, porque havia outro apóstolo cujo nome era Judas, que era também conhecido como Tadeu. (Lucas 6. 16 e Mateus 10. 3). Você tem algum conhecido ou amigo que o nome é Judas?

Devemos lembrar que, muitas das vezes, traímos quando agimos de má fé, deslealdade em relação a Cristo e sua igreja. Agir assim é abandonar e desprezar a Cristo e toda a sua obra.

A Parábola do mordomo infiel chama-nos a atenção a respeito dessa realidade, que nem sempre é colocada no lugar que está, no contexto neo-testamentário, e subsequentemente na vida  de muitos seguidores de Jesus. Nela, destacaremos algumas colocações de Cristo:

  • “Quem é fiel no mínimo, também é fiel no muito, e quem é injusto no mínimo, também é injusto no muito”.
  • “Se nas riquezas injustas não fostes fieis, quem vos confiará às verdadeiras?”
  • “E se no alheio nãos fostes fiéis, quem vos dará o que é vosso?”.  (Lucas 16. 1-8)

Perguntas, que muitos preferem não responder, porque colocam a nossa vontade de ser, os nossos direitos de filhos de Deus em permanente confronto. Responder exigirá da nossa parte, a devida responsabilidade  e dever cumprido, o que nos levaria a sermos bons mordomos, ou servos.

Fidelidade, verdade, justiça. Três palavras que estão relacionadas entre si e que envolvem os elementos relevantes no processo de cristianização. Cícero dizia: A fidelidade e a verdade são as mais sagradas dignidades e dotes da mente humana”. Mas, pontuamos, difíceis quanto à sua prática. Harmonizar-se com a fidelidade é descobrir o principio da vida de comunhão e de serviço, e faz  do seguidor de Cristo uma pessoa honrada. William Mason, escreveu: “A fidelidade é uma virtude que enobrece a própria servidão”.

No cristianismo, como nas demais religiões é comum a construção de paradigmas, de credos e de relevância àquilo que é de interesse do poder religioso, em detrimento às verdades significativas. Portanto, devemos refletir sobre nossa postura cristã e estar atento ao que é essencial à vida, de acordo com o pensamento original de Cristo, que em parte se perdeu na transição do cristianismo oriental para o mundo ocidental. Aquele néctar cristão, ainda é possível descobrir no novo testamento, apesar de toda a conspiração que vem sofrendo ao longo da história. Fé sem obras é morta, mas sem fidelidade é ineficaz. Pense!

Pr. F. Meirinho

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