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VIVENDO AS PROMESSAS DE DEUS

22 Maio

VIVENDO AS PROMESSAS DE DEUS

“…naquele tempo, estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel, e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no mundo. Mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue de Cristo.” (Efésios 2. 11- 13)

Temos em Cristo o direito das promessas de Deus. É necessário que saibamos sobre este direito, e quais promessas podemos reivindicar para as nossas vidas. No antigo Testamento o cumprimento de muitas promessas estavam atreladas ao cumprimento de mandamentos, mas, no Novo Testamento elas estão atreladas a única condição – Cristo. Se você está em Cristo tem direito, se não está perde o direito, mas não perde o dever de buscá-lo.

Vamos destacar, entre muitas, cinco especiais promessas que podemos usufruir, viver, experimentar.

1. RESPOSTAS ÀS ORAÇÕES – “e tudo quanto pedirdes em oração, crendo, recebereis.” (MT 21. 22)

a) O que é necessário?
· Pedir
· Crer
· Receber
b) O que escreveu o Bispo – William Mc Dowel: “O grande pecado da igreja moderna é a falta de expectativa. Oramos, mas na realidade, não esperamos ou confiamos que algo aconteça”.
c) O fato de nem sempre termos expectativa, porque podemos ter uma oração muito refém do rito religioso, que não contempla o todo. Não podemos simplesmente orar e ficar esperando, porque a oração circunscreve-se num processo pragmático, em que o intercessor se volta para aquilo que pede. Exemplo: Não podemos simplesmente orar pelos pobres do mundo e não agirmos contribuindo a seu favor.
2. FILIAÇÃO DIVINA – “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; a saber: aos que crêem no seu nome”. (Jo 1. 12)

a) Receber a Cristo dá o direito de se tornar filho.
b) Ao filho está reservada as prerrogativas do reino de Deus:
· “Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo…(Rm 8. 17)
· Somos filhos da promessa – (Gl 4. 28)
3. PODER PARA REALIZAR GRANDES OBRAS
a) “…aquele que crê em mim, fará também as obras que eu faço…” (Jo 14. 12)
b) Você deve usar do direito de pedir, em nome de Jesus, para que algo extraordinário aconteça.
4. HERANÇA ESPIRITUAL
a) “…Não escolheu Deus os que para o mundo são pobres, para serem ricos em fé e herdeiros do reino que ele prometeu aos que o amam? (Tg 2. 5)
b) Deus em Cristo nos escolheu:
· para sermos ricos em fé;
· herdeiros do reino.
5. SEGURANÇA ESPIRITUAL
a) “…porque tudo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé. Quem é que vence o mundo senão aquele que crê ser Jesus o filho de Deus? (1 Jo 5. 4, 5)
b) Você está vencendo o mundo?
· vença nascendo de Deus;
· Vença mantendo sua fé viva;
· Vença, reiterando sua confiança de que Jesus está vivo e é o filho de Deus.
O que é simples, básico, fundamental, real no Novo Testamento, deve ser ação concreta na vida dos que aspiram viver às promessas de Deus.

Deus não tem compromisso com religiosos, com cristãos nominais, apenas. Deus tem compromisso, com firmes alianças com os seus filhos.

Definir-se de uma vez por todas como filho, é uma ação inteligente, para quem não deseja apenas perambular nos corredores dos templos, ou nas liturgias cristãs, que pouca eficácia tem, para quem ainda não experimentou viver, como filho, pertencente à família de Deus.

F. Meirinho

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VEM CEAR!

2 Jun

imamesaÉ difícil compreender os mistérios que envolvem a mesa – do café, do almoço, do jantar. Em torno dela, os amigos se juntam, a família se reúne para conversar, estreitar amizade, interagir, brincar, sorrir…

Se você refletir melhor sobre o passado, logo verá, quantas coisas positivas surgiram em torno de uma mesa. Lembrará de pessoas importantes na sua vida, que em algum momento sentaram na mesma mesa.

Qual é a sua última lembrança positiva, que marcou a sua vida, que está relacionada à mesa? Pode ser que, seja o inicio do namoro que virou casamento, o aniversário de uma pessoa especial, ou uma palavra, um olhar, de alguém que não existe mais, ou apenas pequenos gestos. De qualquer maneira, você, queira ou não, é, diretamente ou indiretamente resultado de algo que aconteceu em torno da mesa, contando, é claro, com as refeições e reuniões habituais.

Jesus conhecia muito bem a importância dos encontros que se davam em torno da mesa. Sabia que o amor, a firmeza de caráter, os grandes ensinos, aliados as emoções pertinentes se entrelaçavam quando a família, os amigos sentavam à mesa. Talvez, por isso, considerando a importância de sua mensagem, formalizou um momento especial do partir e repartir do pão e do vinho entre seus seguidores. Não seria esta a forma que encontrou para poder compartilhar o seu amor, mostrando sua maior missão na terra, sua doação total em favor dos pecadores?  Sua própria vida oferecida, em que o pão e o vinho, simbolizassem respectivamente – seu corpo moído, seu sangue derramado na cruz do calvário. Tudo era exposto simbolicamente à mesa, da mesma forma como a cruz, formada de duas hastes – vertical, mostrando que tudo procede de Deus, e horizontal, cuja a mensagem tinha a intenção de revelar que o projeto divino visava a inclusão de toda a humanidade.

Pensou! Isso não pode ser esquecido. Paulo o apóstolo lembrou – a mesa do Senhor – não pode morrer,  e passou aos demais, dizendo:

“Pois recebi do Senhor o que também lhes entreguei: Que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão e, tendo dado graças, partiu-o e disse:  “Isto é o meu corpo, que é dado em favor de vocês; fazei isto em memória de mim”. (1 Co 11. 23)

A “mesa da memória”, não foi esquecida, e isto é o principal sentido da ceia do Senhor. Provavelmente, ajudou no decorrer da história, para que Jesus não fosse esquecido.

Jesus lembrado, é Jesus amado, reverenciado. Jesus lembrado leva cada a pessoa a perguntar  o porquê que não pode ser esquecido? Jesus lembrado não se refere ao imaginado, mas o fato redentor, seu sofrimento, sua morte, ressurreição, seus ensinos contundentes – seu amor.

Cada vez que você sentar-se em torno da mesa, poderá também lembrar- se de que ela é muito representativa, sem esquecer-se de que, das muitas mesas que existem, há a mais sublime – a mesa do Senhor, onde o cristão é convidado a sentar, tanto para refletir sobre o seu sacrifício, quanto para agradecer pela redenção e celebrar as grandes vitórias, com base na sua gloriosa ressurreição. Ele sofreu, para que não fôssemos punidos, morreu para que vivêssemos, ressuscitou para mostrar, que a vida continua em dimensões colossais. Vem cear! A mesa está pronta! Participando, não vamos esquecer, o que Ele fez, faz e fará.

Pr. F. Meirinho

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MÃE! Entendo o seu significado

10 Maio

ImamãeA melhor maneira de entender  o coração de uma mãe é buscar saber o meio pelo qual Deus demonstra o seu amor. Vemos nas escrituras que Deus é amor. Mas isso não seria o suficiente se não houvesse um texto que nos levasse além do pensamento de Deus, quanto ao aspecto efetivo e afetivo de Deus, registrado no Evangelho de João: “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho, para que todo aquele que nele crê, não pereça mas tenha a vida eterna”.  Nesse texto temos: a expressão do amor,  a dádiva, o dever, e também o cuidado, que garante aos filhos um futuro melhor.

Posso vislumbrar um pouco o coração de uma mãe quando vejo o que Deus fez por nós. Partindo disso,  serei mais grato. Minha capacidade de elaborar sentimentos de gratidão será maximizada. Meu reconhecimento dinamizado, com chance maior de, na condição de filho ter, maior reconhecimento que possa envolver vários posicionamentos, como: respeito, carinho, solicitude.

Se isso não bastasse, seria bom que cada filho voltasse ao tempo e se visse crescendo, brincando, correndo, estudando. Mas, se visse também, doente, triste e chorando, tendo alguém bem próximo, para se alegrar com sua alegria, chorar com o seu choro, mas jamais esquecer de seu papel maior, de oferecer afagos, amor e compreensão em todos os momentos.

Cada vez que reflito sobre a palavra mãe, ela se reveste de muitos significados. Incorporado a tudo isso, refletindo também sobre a minha posição, condição de filho e o que representou para a minha vida ter uma mãe, me faz compreender a necessidade e o dever de ser, um ser humano melhor, mais compreensível, mais educado, mais tolerante, mais sensível e mais integrado à vida.

Tudo em minha mente aponta para este ser quase que enigmático, que postulamos chamar de mãe, que torna quase que tangível, embora em dimensão inferior, o amor do Pai maior.

Se todos nós somos filhos de mães, mas nem todos são mães e nem pais, isso já nos leva naturalmente entender a razão porque ela merece, não somente um dia especial de homenagens, mas todos os dias de reconhecimento.

A Deus e a elas, devemos nutrir os mais sagrados afetos, pelo que são e pelo desejo de serem melhores, a cada momento, sempre visando o bem de seus filhos.

Parabéns a todas as mães!

Pr. F. Meirinho

 

PÁSCOA E SEUS SÍMBOLOS

30 Mar

PÁSCOA E SEUS  SÍMBOLOS

imacordeiroPães asmos, ovo de chocolate, cordeiro, coelho, pão e vinho. Tudo isso e muito mais fazem parte dos símbolos da páscoa no contexto bíblico-histórico-cultural.

Qual a relação de tudo isso com a páscoa? As explicações são variadas, mas sempre com conotações positivas, quando  entendemos que aponta para algo extraordinário que aconteceu, cujo objetivo final era – salvação e libertação.

De acordo o Antigo Testamento, os judeus reuniam-se anualmente em Jerusalém para comemorarem a páscoa, tendo os seguintes ingredientes no cardápio festivo: Pães asmos/ázimos, cordeiro assado e ervas amargas, carregados de significados: Pão sem fermento -simbolizava a pureza,  ervas amargas – sofrimento da servidão, e o cordeiro recordava o sacrifício – que tinha por objetivo o perdão, a remissão, além de apontar objetivamente para a libertação política e social da escravatura do povo de Deus do domínio egípcio.

Do ponto de vista cultural e religioso, os habitantes do hemisfério norte relacionavam a páscoa cristã com o fim do inverno e início da primavera, que revela a exuberância da vida animal e vegetal. Daí, surgiram os ovos coloridos como símbolos das cores da primavera,  origem da vida e, o coelho, como fecundidade, multiplicidade, abundância e origem, sem deixar de ter relações com culturas pagãs milenares.

Tudo isso, não deixava de ser um grande processo de conscientização dos povos que, de alguma forma mostra uma realidade espiritual que todos viviam, mas que, através da vinda, morte e ressurreição de Cristo, a liberdade esperada se tornava realidade, considerando o paralelo entre libertação social e libertação espiritual.

O espírito humano sempre almejou a liberdade e a comunhão com Deus, mas a mente humana, a alma se mantém em conflito entre o amor que aproxima, e a indiferença que a distancia. O resultado é vermos a humanidade desapontada, como alguns filhos naturais na adolescência, que comportam-se psicologicamente com os pais, de forma estranha: amam, e ao mesmo tempo se rebelam contra eles.

Será que a humanidade, ainda está na sua adolescência espiritual? A fixação por outros símbolos, e não ao original que é o cordeiro, não seria uma forma psicanalítica de demonstrar resistência, impedindo que  conteúdo reprimido constituído de transgressão e culpa congênitas, contra a paternidade universal, possa emergir do inconsciente, levando-o ao insight e  como resultado reconhecer-se como alguém que precisa  reatar aliança com o pai criador, perdoando-o e buscando perdão? Você dirá – Isso é coisa para Freud explicar!

Na busca por Deus, sempre buscamos o caminho mais difícil e não o mais fácil. Por quê? O cristianismo original é simples, mas a religião cristã é complicada. O Evangelho é simples, mas a teologia é complicada.Adorar a Deus em espírito e em verdade é simples, mas produzir todo o aparato idólatra é complicado. O ministério cristão é simples, mas a hierarquia e o poder clerical é complicado. Será que não buscamos sempre o complicado com medo de encarar a verdade? A verdade cristã é simples, mas a mentira religiosa é complicada. Onde a maioria das pessoas está – no simples ou no complicado?

O bem , o simples e prático que o Evangelho mostra rejeitamos, e nos voltamos para algo complexo, que represente os nossos feitos, fruto de nossa criatividade, por isso a fabricação dos ídolos para representação da divindade. Paulo escreveu: “Não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço. Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, e, sim, o pecado que habita em mim”. (Rm 7. 19, 20) Em termos de prática cristã devemos nos questionar se estamos fazendo  o que não queremos e não devemos, que é o cristianismo complicado.

A religião que produzimos não é fruto do bem em nós, mas para justificar o mal que não queremos largar. As religiões refletem realmente quem somos. A religião que procede de Deus, que objetiva religar o homem a Deus é simples e não precisa inventar deuses paralelos e nem criar estranhos atalhos.

Você dirá – na páscoa, o símbolo maior é o cordeiro, partindo desta consciência, sempre estará  apontando para  a necessidade de confissão, perdão, que resulta do grande sacrifício. Isso é o que o nosso eu interior deseja, mas tem dificuldade de fazê-lo.  Já o ovo e o coelho, mistificam, enquanto mascaram a originalidade e o sentido da páscoa, fazendo o homem celebrar, sem contudo lembrar da sua necessidade intrínseca que é a busca pela redenção pelo sangue de Cristo. Estamos sempre criando caminhos paralelos, que não se opõem diretamente, mas tentam afastar o homem da verdade, a exemplo do natal, que culturalmente falando, é mas do papai Noel, do que de Cristo.

Apesar da situação espiritual confusa da humanidade, como afirmou Paulo de Tarso – na plenitude dos tempos, Deus enviou o seu filho, nascido de mulher… – O messias, que cresceu e, alcançando sua maioridade foi, de certa forma, apresentado ao mundo por João Batista, que ao avistá-lo,  apontando para Ele, disse: “eis aí, o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”.

Ele não foi apontado como o coelho de Deus, mas de acordo com o símbolo maior, o cordeiro que aponta para a remissão e libertação do pecador. Como tal, deveria ser sacrificado, para se transformar no cordeiro pascal, através do qual alcançaríamos a plena redenção.

O  incentivo para a comemoração não deve ter como base, o velho fermento, e nem outros fermentos à base da maldade e da malícia. E nem da invencionice religiosa. Assim,  só nos resta seguir a dica apostólica que nos leva a refletir de forma mais profunda e precisa, que implica na demonstração do motivo original, sem descartar outros símbolos paralelos incorporados na cultura ocidental, que de certa forma, aponta para algo grandioso, mas, indiretamente. Por isso  é preciso estar atento, para que a criatividade humana, não conspire contra a realidade divina.

Asmos da sinceridade e da verdade,  mostra muito bem o nosso compromisso com tudo o que representa a morte vicária de Cristo e sua gloriosa ressurreição. Também, não podemos nos render à cultura dos povos, que tendem substituir o cordeiro pelo coelho, a vida, pelo ovo, esquecendo da maior mensagem – Cristo é o nosso cordeiro pascal. Substituir, no cristianismo histórico, tem sido o meio enganador, porque desloca os elementos essenciais do seu posto. Por exemplo, apesar do Novo Testamento mostrar Cristo como o centro da nossa experiência e referencia para alcançar a graça salvadora e todos os demais favores, entretanto, o que vimos é a substituição por outros elementos periféricos: personalidades, ídolos, teologias, conceitos, etc.

Se você degusta o chocolate, ovo, carne de cordeiro, pode ter bom paladar. Se além disso, percebe e se alimenta da principal mensagem da páscoa, é porque seu coração foi conquistado pelo amor Deus, que nos convence a distinguir, a diferença entre a festa popular da páscoa e da comemoração original, que se resume no princípio da sinceridade, e na verdade  relevante, procedente de Deus, que aponta para Cristo, como o cordeiro que tira o pecado do mundo

Não tenha medo da verdade, dê vazão para a necessidade do seu interior, e celebre a páscoa, no seu maior sentido, na forma apresentada pelo Evangelho, mesmo com a páscoa cultural: “Por isso, celebremos  a festa, não com o velho fermento, nem com o fermento da maldade e da malícia; e sim, com os asmos da sinceridade e da verdade”. (1 Co 5. 7)

Jesus quando se dirigiu ao judeus que haviam crido nele, disse: “…se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo 8. 30 – 32).

Há muitos cristãos, mas poucos que alcançaram a verdade libertadora. Este foi o desafio que Jesus lançou a esses judeus crentes. Eles já haviam crido, mas para que encontrasse a libertação teriam de,  além da fé inicial, dar os seguintes passos: a) permanecer na palavra; b) ser discípulos verdadeiros; c) conhecer a verdade; e finalmente serem libertos pela verdade.

Buscar a verdade nunca foi um caminho muito fácil, mas necessário, para uma vida comprometida com Deus que produz a grande libertação, tanto dos mitos que ofuscam o conhecimento, quanto dos ídolos cegos e mudos, como também, da falsa religiosidade que impede o nosso progresso, porque nos mantém no retrocesso da vida, na cegueira espiritual e sob manipulação de líderes inescrupulosos.

F. Meirinho

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JESUS – SERÁ O SEU NOME

24 Dez

imarvoreE ela dará à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo de seus pecados (Mateus 1. 21).

Os judeus tinham uma profunda relação com os nomes. Eles apontavam um pouco para a personalidade e vida de quem os recebiam. Havia uma grande preocupação quanto ao dar um nome aos recém-nascidos. Levava-se em consideração a vida de gestação da mãe, o ambiente familiar, social, emocional, político e espiritual, no qual o novo ser nasceria. Talvez, isto acontecesse na família na qual Jesus nasceu; mas, quanto a toda expectativa que poderia surgir, um anjo do Senhor  apareceu a José, em sonho e, de forma categórica e inconfundível, e sem considerar, ou consultar aspectos culturais da socidade judaica,  declarou: “…o seu nome será Jesus”.

Por que Jesus? – Ele salvará o seu povo do seu pecado. É o Salvador da humanidade. Surge a grande questão! A humanidade precisaria de um salvador, de um redentor? De acordo com as escrituras e toda a revelação, a humanidade saiu do propósito do criador, transgredindo os seus mandamnetos. A partir desse fato, todos pecaram e foram destituídos da glória e presença de Deus. O pecado tornou-se uma realidade humana. O homem tornou-se pecado em sua essência. Ele ao nascer já nasce sob estígma do pecado, como afirmou o poeta e rei Davi: “Em pecado me concebeu minha mãe”. Em função disso ele se torna pecador. O pecado no interior do homem criou uma fonte de desejo pelos pecados. Uma espécie de fábrica de pecado, e por isso não consegue se auto-libertar-se. Sendo assim, o homem não é pecador por que  peca; ele peca porque é pecador – pecador por natureza.

Quando lemos a carta de Paulo aos romanos, nos capítulos 6 a 8, entendemos melhor esse princípio. Concluimos que “pecado” – no singular, é o que somos. Pecados – no plural, é o que praticamos. Infelizmente percebemos que uma grande maioria procura arrepender-se do que faz, e não do que é. Ou seja, quando nos arrependemos do que fazemos e não tratamos do que somos, voltamos facilmente às mesmas práticas, porque a causa maior que é intrínseca não foi removida.  Um exemplo prático: A dor, a febre, quando aparecem em nosso corpo, entendemos como sintomas, e para nos livrarmos desses incômodos, o médico, a princípio, pode nos receitar analgésicos, mas sabe que, por detrás desses sintomas, existem causas. Neste caso é necessário uma análise mais aprofundada, para que o remédio que ataque aquele vírus, bactérias, etc. seja receitado. Da mesma forma os pecados que nós praticamos são resultados de uma grave enfermidade que a humanidade possui chamada pecado, e o antídoto para este mal foi receitado por Deus nas escrituras Sagradas que é Jesus Cristo – “aquele que nos livra da ira futura e tem todo o poder de nos libertar”.

Felicidade é o que todos procuram. Uma felicidade que não parta do interior é efêmera, poque não produz libertação e, sem ela, não há domínio próprio. A libertação proporciona ao ser humano a capacidade de administrar o seu próprio ser. Jesus veio para trazer libertação. Profeticamente a respeito dele foi dito: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque o Senhor me ungiu, para pregar boas-novas aos quebarantados, enviou-me a curar os quebrantados de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e por em liberdade os algemados” (Isaías 61. 1).

Quando Jesus apareceu no cenário da humanidade tornou-se um mensageiro da libertação. Para um grupo de judeu que nele creu, e mostrou-llhe a necessidade de libertação interior, reagiram dizendo: “somos descendentes de Abraão, e nunca servimos a ninguém; como dizes tu – sereis livres? – Respondeu-lhes Jesus: Em verdade em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é servo do pecado. Ora, o servo não fica para sempre em casa, o filho fica para sempre.” – e ressaltou: “Se, pois, o filho do homem vos libertar, verdadeiramente sereis livres”.

O grande problema da humanidade é a escravidão espiritual, psiquica, emocioanl, social. Jesus é a resposta para toda a sorte de escravidão. Ele propõe uma libertação interior que forma a base para um um caminho de liberdade plena, pautada pelos seus próprios fundamentos. Temos ao longo da história, criado pseudos atalhos para a liberdade, mas, que, não procede da verdadeira fonte, por isso, gera uma estranha liberdade, a exemplo da que foi expressada pelo poeta Carneiro: “O excesso de liberdade leva o homem a escravidão”. Há, na verdade uma famigerada liberdade que produz libertinagem enquanto escraviza a humanidade. Somos convidados a descobrir a liberdade através do Grande Libertador – Jesus.

Jesus é o seu nome!

Como disse o apóstolo Pedro: “…em nenhum outro nome há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pela qual devamos ser salvos”. Libertação é sinônimo de Salvação. Uma pessoa livre  é uma pessoa salva, e vice versa.

Jesus é o seu nome!

Ele apareceu como luz e esperança para a humanidade e cheio de autoridade: “…E aconteceu que, concluindo este discurso, a multidão se admirou da sua doutrina,  porquanto os ensinava com autoridade…”.  O desejo de conhecer o libertador espalhou-se por todas as comunidades, inclusive a dos gregos, que representavam o saber, o conhecimento, assim está registrado no Evangelho de São João: “Ora havia alguns gregos entre os que tinham subido a adorar no dia da festa. Estes, pois, dirigiram-se a Filipe, que era de Betsaida da Galiléia, e rogaram lhe, dizendo: Senhor, queríamos ver a Jesus”. Os povos estavam reconhecendo que ele era diferente dos demais sábios e líderes que haviam despontado no cenário histórico.

Ele era Jesus:

– Aquele que salva: Foi essa a experiência que teve Zaqueu o cobrador de impostos. Como resultado do encontro, Jesus disse: “Hoje entrou salvação nesta casa”.

– Aquele que realiza milagres: A mulher que sofria de uma incurável hemorragia, ficou radicalmente curada, após um toque de fé em suas roupas.

– Aquele que sempre tem soluções: A exemplo de uma festa que acontecia em Caná da Galiléia. Faltou vinho e parece que a festa terminaria, mas Jesus estava presente, transformou a água em vinho e o povo continuou comemorando. Se alguma coisa tem impedido que a festa, a felicidade continue em sua vida, conte com Jesus – Ele pode transforamar “a sua água em vinho” – assim, a festa da vida, não sofrerá descontinuidade”.

– Aquele que traz tranquilidade e paz para a alma. Ele disse: “Vinde a mim todos que estão cansados e sobre carregados que eu vos aliviarei”.  Vivemos num mundo inquieto, em que as pessoas estão tendo dificuldades em viver com suas realidades. O estresse já atinge um número considerável da nossa população, e por não encontrar saída, uma outra parte vive sob efeito drástico da depressão, que gera contínuos conflitos familiares, desesperos e angústias e não sabendo como lidar com essas emoçoes negativas, muitos entram para o caminho sem volta, do alcoolismo e demais derivados entorpecentes. Ele – Jesus deseja apaziguar a nossa guerra interior com a força de sua paz. Ele deseja ser – a cura da nossa doença, a paz da nossa guerra, a comida da nossa fome, a água da nossa sede e o céu do nosso inferno. Conte com ele, como milhares tem feito e descoberto nele o lugar de refúgio e fortaleza.

– Jesus, aquele que nasceu na mangedoura, morreu pelos nossos pecados e ressuscitou  ao terceiro dia, está vivo e deseja ardorosamente encontrar-se conosco, para nos comunicar paz e fazer cumprir os desígnos de Deus: “Eis que vos trago novas de grande alegria, na cidade de Davi, vos nasceu o Salvador que é Cristo – o Senhor”.  Ele é grande: “Jesus foi o mais puro entre os poderosos, e o mais poderoso entre os mais puros” (Jean Ritcher).

– Ele é aquele que tem tem todo o poder sobre as forças do mal. Estar com ele é encontrar a felicidade, dispensar os deuses estranhos, destruir os amuletos, acabar com o fanatismo, eliminar os preconceitos e projetar-se para uma vida de liberdade, amor e paz. Napoleão Bonaparte, referindo-se a Cristo disse: “Vós falais de César e de Alexandre e de suas conquistas, mas podeis conceber homens mortos fazendo conquistas? Jesus Cristo, morto há 1800 anos, governa o mundo de hoje! Alexandre, César, Carlos Mágno e eu, fundamos impérios. Sobre quem, porém repousou a criação dos nossos gênios? – Sobre a força. Jesus Cristo, fundou o seu império sobre o amor, e nesta hora milhões de homens morreriam por ele”.

– Jesus é aquele que tem toda a primazia. Deus colocou Jesus Cristo em posição de supremacia em todo o cosmos, em todo o universo. Ao ser humano cabe-lhe reconhecer essa soberania e primazia. Segundo o apóstolo Paulo, escrevendo aos colossenses:

  • “…Ele nos tirou da potestades das trevas e nos transportou para o Reino do Filho do seu amor, em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão dos pecados…;
  • Ele é a a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação…;
  • Nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis…;
  • Ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele;
  • Ele é a cabeça do corpo que é a igreja;
  • Ele é o princípio e o primogênto dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência”.

Deus deu e ainda está dando toda a preeminência a Jesus Cristo. Cada ser humano é convidado a fazer o mesmo. Jesus  é nosso salvador, mas deseja ser também nosso Senhor. Quando temos Cristo como Senhor de nossas vidas, nenhum mal de procedência malígna nos atingirá, porque fazemos parte do seu reino, do seu governo.

Nele nosso fututo fica garantido e o nosso presente estabilizado com a energia que emana para os nossos corações. Só ele pode nos ofercer tudo isso. Santo Agostinho, referindo-se a Ele, escreveu: “Eu li Platão e Cícero, palavras que são mui sábias e mui belas; porém nunca li em nenhum deles: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei”.

O Seu nome é Jesus. Aquele que disse: “Eu estarei convosco até a consumação dos séculos”. Que nas comemorações natalinas deste ano, possamos convidá-lo para celebrar conosco a sua festa. Que todos nós com muita paz, tranquilidade e segurança possamos ter um Natal, de amor, fraternidade, felicidade e muita Paz!

Francisco Meirinho

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OS SEGREDOS DA ORAÇÃO

26 Ago

ImagemE aconteceu que, ao ser todo o povo batizado, também o foi Jesus; e estando ele a orar, o céu se abriu. (Lucas 3. 21)

Quem não gostaria ter o céu aberto durante o período da oração? Céu aberto representa paz, harmonia, tranqüilidade, quietude, prazer. Por que nossas orações nem sempre são agradáveis? Vamos descobrir nesta ministração quais são esses obstáculos e os segredos da oração eficaz, começando por:

  1. 1.    TENHO QUE ME SENTIR PERDOADA

a)    Se seu filho desobedecer as ordens e correr para fora de casa num dia chuvoso, perderá o direito de ser filho?

b)   Mas, para sentar à mesa deverá  lavar-se: Água, sabonete, etc…

 

  1. 2.    QUANDO ESTAMOS EM PECADO ACONTECE A MESMA COISA

a)    Perdemos a comunhão;

b)   Perdemos a alegria de viver

c)    Pois, como diz a Palavra:

–       “O que encobre as suas transgressões, jamais prosperará; mas o que confessa e deixa, alcançará misericórdia”. (Provérbios 28. 13)

  1. 3.    TRÊS CONDIÇÕES PARA ENTRAR EM COMUNHÃO COM O PAI

a)    Orar em nome de Jesus: “E tudo  quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai, seja glorificado no Filho”. (João 14. 13)

–       Orar em nome de Jesus, significa ir a Deus, sob os méritos daquele que pagou todas as nossas dívidas, que representa as cortes celestiais.

b)   Orar de acordo com a vontade de Deus. “Vós orareis assim: Pai nosso que está nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino, e seja feita a tua vontade… (Mateus 6. 9-10)

–       A promessa é: Ele, o Senhor nos ouvirá.

–       Orar de acordo com a sua vontade é igual orar de acordo com a sua palavra.

–       Se a nossa oração não está sendo respondida, precisamos checar para ver se estamos orando de acordo com a sua vontade.

c)    Orar com fé: “Sem fé é impossível agradar a Deus…(Hebreus 11. 6)

–       Com fé é a condição mais importante para a oração ser respondida.

–       “Tudo o que pedirdes em oração crendo, recebereis. Orar crendo é o segredo.

–       “Se tiverdes fé, como um grão de mostarda…nada vos será impossível”

–       * Fé e confiança simples é como uma criança que confia em sua mãe, para ajudá-la a atravessar uma rua movimentada;  que tenha que subir uma escada, etc.

  1. 4.    TER UMA HORA TRANQUILA PARA A ORAÇÃO

a)    Ore assim: Senhor ajuda-me a ser diligente ao aprender a respeito de teu filho e conhecê-lo mais e mais…Sua oração envolverá sua mente com o propósito de conhecer melhor o Senhor.

b)   Como posso prepara tempo para a minha oração?

–       Meus afazeres devem ter outro tempo.

c)    Três coisas podem ajudar a entrar nos átrios de Deus:

–       Dizer a Deus; preciso de tua orientação e me ajude agora;

–       Fale-me através da tua palavra agora.

–       Ajude-me a compreender-te e a obedecer-te;

–       Exemplo de alguém que orou assim: “Fala-me Senhor, no silêncio em que espero por ti/ Acalma o meu coração para que eu possa ouvir-te com grande expectativa/Fala-me querido mestre, nesta hora tranqüila/ Permite-me que ouça a tua voz, Senhor, e possa sentir em mim o teu tocar poderoso…”

d)   Por que a hora tranqüila é indispensável?

–       Porque o Rei do Universo quer revelar o seu amor;

–       Porque quer nos fazer fortes espiritualmente;

–       Porque quer nos fazer sábios e alegres.

  1. 5.    COMO POSSO MELHORAR MINHA HORA TRANQUILA?

a)    PONTO DE VISTA FÍSICO

–       Escolha um lugar gostoso para estar com Deus;

–       Descubra uma posição corporal que a mantenha alerta;

–       É mais importante estar concentrada, atenta numa posição confortável, do que está de joelho, dormindo, desatenta e distante da adoração, da concentração.

–       Podemos orar em pé, de joelho, olho aberto ou fechado e até mesmo caminhando, em algum lugar.

–       Eu e o meu marido caminhávamos pelas manhãs, quando morávamos nos Estados Unidos, no – Bersley Park – um lugar maravilhoso, que denominávamos – caminhada da gratidão. Ar puro, oração, gratidão por todos os benefícios de Deus.

b)   PONTO DE VISTA ESPIRITUAL

–       Um bom ambiente físico não é tudo;

–       Por mais silêncio que haja, mesmo à beira mar, ou sobre as montanhas, se a nossa alma estiver agitada, tensa, sem harmonia com Deus, estaremos inquietas.

–       Nossa alma pode estar agitada quando: Temos problemas emocionais não resolvidos, com marido, amigos, irmãos, visinhos.

–       Nossa alma pode estar agitada quando, nossa fé está fragilizada, em pecado não confessado, com sentimentos de culpa.

–       Por isso, o importante é harmonizar as duas coisas. Ambiente externo/físico adequado, com o ambiente interno/espiritual.

c)    Recomendação da Palavra

–       “Tu porém, quando orares, entra no teu quarto fecha a porta e orarás a teu Pai que está nos céus em secreto, e teu Pai que vê em secreto, te responderá. (Jesus – Mateus 6. 6)

–       Fechar a porta do quarto tem dois sentidos: físico e espiritual. Não adianta fechar a porta do quarto da nossa casa, e deixar a porta da nossa mente aberta para entrar e sair coisas que nos inquietam;

–       Tenha uma mente concentrada, voltada para Deus;

–       Seja grata, temos uma tendência a querer, pedir, mas não agradecer;

–       Antes de reclamar do que não tem, agradeça pelo conquistou com a ajuda de Deus.

–       Seja dinâmica e criativa na sua oração: Leia um salmo, medite nas grandezas de Deus, pense nos seus amigos e irmãos, nos projetos da igreja; ore pelo ministério da igreja, pelo seus lideres.

–       Interceda, agradeça, cante, louve, ore, adore. Depois conte os resultados.

–       Todos esses ingredientes fazem parte dos – segredos da oração – que vão levá-la a possuir horas tranqüilas em comunhão com Deus, onde podemos nos tornar cheias do Espírito Santo, com dias repletos de paz.

* Esboço da Palestra às mulheres da Igreja da Família

Terezinha Meirinho

VOCÊ GOSTA DE LER?

25 Jul
Ler é descobrir o mundo no silêncio. É conhecer, a partir de você mesmo.

Persiste em ler, exortar e ensinar…(Tm 4. 13)

 

Nem todos cultivam o hábito de ler. Muitos, não tendo este gosto, também supõe que seus amigos podem não ser muito chegados á leitura, por isso se privam de indicar a leitura de um livro, de um site ou blog.

Cultivar coisas boas é necessário.

Temos observado que há uma tendência forte entre crianças e jovens hoje, rejeitarem o alimento composto de verduras e legumes, consequentemente os mesmos são substituídos por alimentos com alto nível de caloria, e o resultado já sabemos: Nível de colesterol acima da média, obesidade, hipertensão, mesmo entre jovens e adolescentes, Algo surprendente e alarmante!

Deixar de se alimentar de maneira adequada é dirigir o organismo para um campo hostil e perigoso.

Traçando um paralelo com o hábito da leitura, podemos afirmar que o não cultivo pode trazer danos para vida intelectual e todo o seu contexto. Somerset Maughman escreveu: “Quem adquire o hábito de ler constrói para si mesmo um refúgio contra quase todas as misérias da vida”.

O apóstolo Paulo foi um homem de muita leitura, e se preocuva para que seus amigos o seguissem nesse exemplo. Escreveu para o jovem Timóteo: “persiste em ler…”

É de Jane Howard esta frase: “Saber que temos alguma coisa boa para ler antes de dormir é uma das mais agradáveis sensações.

Abraço a todos!

F. Meirinho

www.prmeirinho.zip.net

http://ccalterantiva.wordpress.com