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ADORAR

1 Ago

imaadorarVinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemo-nos diante do Senhor que nos criou. Ele é o nosso Deus, e nós povo do seu pasto e ovelhas de sua mão. (Salmos 95. 6)

Um adorador sempre será reconhecido pelo nível de gratidão, respeito, devoção e amor que demonstra para com Deus, como Rei, Senhor e Pai amoroso.

Um adorador surge como resultado da nova vida em Cristo; quando a velha natureza é vencida e a pessoa descobre o prazer de viver no espírito, segundo o projeto de Deus. Um adorador surge como resultado da obra do Espírito Santo e subseqüente absorção da Palavra de Deus em seu coração.

Como?

Deus quer que tenhamos orientação precisa sobre tudo que desempenhamos em sua casa. Ser produtivo espiritualmente é agir com resultados. Considerando que o Senhor quer que alcancemos resultados, queremos recomendá-lo a adorar, trazendo oferendas (1 Cr 16. 29).

As ofertas especiais para qualquer fim ministerial, dízimos, etc., que trazemos para casa de Deus devem ser feitas no contexto da adoração.

Essas ofertas são como primícias que ao serem colocadas diante do Senhor, reiteram nossa posição de reconhecimento a Deus, a respeito do que ele é em favor de cada um de nós.

Nosso louvor deve ser sincero e de coração; é isso que transforma o nosso cântico em louvor e o nosso louvor em verdadeira adoração.

O salmista refere-se à adoração na beleza de sua santidade (Sl 96. 6).

Adorar na beleza de sua santidade é reconhecer a própria santidade como exuberante adorno que merece admiração, meditação e deleite.

Como seres humanos, amamos o belo, as artes e todas as coisas lindas da natureza. Nosso espírito se volta à procura do belo, do maravilhoso e descobre isso ao contemplar a beleza da santidade de Deus. Esta contemplação acontece quando estamos em oração, meditação, louvor, em espírito e em verdade.

Eu e os nossos filhos brincamos com uma expressão costumeira da minha esposa – Tere, porque ela está sempre dizendo em relação aos presentes que ganha, as coisas que vê, aos comportamentos louváveis – Que lindo!

Perante aos atos de Deus e toda a sua beleza deveríamos também nos maravilhar com mais freqüência.

Adorar em espírito

Só é possível adorar no espírito, quando vivemos em espírito e no Espírito Santo. Estar no Espírito adorando é como se estivéssemos no santíssimo, contemplando face a face, a beleza da santidade e da glória do nosso Deus (Jo 4. 24).

Adorar também é um mandamento que deve ser cumprido (Ap 22. 9)

A prática deste mandamento acontece como resultado da nossa experiência pessoal que temos tido em Cristo.

Que cada cristão sinta sempre a necessidade de viver adorando ao Senhor.

O ato da adoração eleva o cristão à dimensão de Deus.

Você pode permitir que o Espírito Santo leve-o para a sublime e pura adoração que proporciona saúde plena para o nosso ser; deixando-nos mais flexíveis, amáveis e parecido com o próprio Cristo. Afinal de contas, é debaixo de sua unção que podemos ser verdadeiros adoradores.

Extraído do livro – LUZ DAS SAGRADAS LETRAS

Autor – Francisco Meirinho

http://fmeirinho.wordpress.com/

 

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ABRA A JANELA E RECOMECE


24 Maio

 

ABRA A JANELA E RECOMECE

 ImajanelaabertaJanela – uma parede flexível, movível para fechar e abrir uma abertura feita na parede, para ser aberta para a luz do sol raiar, a brisa de qualquer ponto cardeal entrar. Mas, também para ser fechada no tempo certo, para impedir que tudo aquilo que traga desconforto do exterior não penetre na nossa casa – os animais nocivos, o homem mau, o vento impetuoso, a chuva que insiste, às vezes, em penetrar o espaço que não lhe pertence. Quase todas as casas têm  aberturas, que devem ser fechadas, e abertas ao sabor de seus proprietários.

Nossa alma tem janelas? Mais do que isso! A exemplo das casas – janelas e portas. Todas são indispensáveis, desde que fechadas para o mau do mal, e abertas para o bom do bem.

Trate a sua alma como uma casa, com portas e janelas. Elas abertas para o que é relevante, significativo, contribuirão para o seu crescimento e bem-estar, para propiciar saúde física, mental e espiritual.

Assim como é preciso ter visão do mundo social e físico, tanto do externo, quanto do interno, para nos levar a agir quanto o abrir e fechar janelas e portas da nossa casa – em relação à alma, não é diferente, é preciso ter visão aguçada.

Quando perdemos a noção cognitiva, percepção dos males e benefícios, interatividade social, responsabilidade pessoal, por razões conhecidas ou não – abrimos, fechamos as janelas e portas da nossa alma, sem um critério baseado na razoabilidade e visão de mundo. Aí, os prejuízos serão decorrentes, mas não irreparáveis.

Mas se isso acontecer, há algo que possa ser feito? Se for uma casa, feche com rapidez e procure logo reparar os danos causados – pela chuva, pelo vento, pelos insetos, etc. e depois recomece com uma nova disposição de vida, com base na filosofia do melhor viver, sem muito sofrer. Para isso é necessário querer. Querer, não é apenas poder, mas acima de tudo é – agir na direção certa. Fernando Pessoa, já dizia: “Querer não é poder. Quem pôde, quis antes de poder só depois de poder. Quem quer nunca há de poder, porque se perde em querer”.

Os males da nossa existência, as adversidades da nossa vida, o pecado, que eventualmente cometemos, não quer dizer que não possamos somar, em algum momento. Mas, somam positivamente, quando determinamos recomeçar objetivamente, com vista a uma vida mais eficaz, apesar das pedras no caminho. “Pedras no caminho? Guardo todas. Um dia vou construir um castelo”. (Nemo Nox)

Se não abrirmos as janelas da nossa alma, não veremos a luz e nada ao nosso redor. Facilmente construímos redomas em torno do Self – de nós mesmos, e criamos uma carapaça e, a exemplo dos cágados, nos escondemos, deixando de enfrentar os inimigos internos e externos.

Deus ama a coragem, e repudia a covardia, hipocrisia e disfarces. Quando abandonamos, ou deixamos o que nos impede, e partimos com ousadia para o recomeço, onde nossa percepção do que nos amarra é maximizada e decorrentemente começamos a avançar, progredir, agir – como está escrito: “…livremo-nos de tudo o que nos atrapalha e do pecado que nos envolve, e corramos com perseverança a corrida que nos é proposta, olhando para Jesus…” (Hb 12. 1, 2)

Abra a Janela e a porta da sua alma! Recomece, deixando o que atrapalha e correndo para algo mais substancial.

 

F. Meirinho

http://fmeirinho.wordpress.com/

A SATISFAÇÃO DE DEUS

1 Fev

O Gênesis registra que Deus depois de ter criado todas as coisas olhou e disse: tudo ficou muito bom. (Gênesis 1. 31)

imacéuSempre estamos pensando, idealizando e fazendo coisas. Será que temos a preocupação de olhar para aquilo que fizemos, ou fazemos e submeter ao auto-julgamento para ver se ficou bom?

Não podemos fazer as coisas simplesmente para nos manter ocupado, ou como único meio de sobrevivência, ou mesmo pela ambição pelo bem. Precisamos fazer as coisas como se fossem uma obra de arte, a ser apreciada tanto por nós quanto pelos outros. Deus fez, passou a analisar, ver, apreciar e depois disse: Muito bom!

Admiro as obras dos artistas, mas percebo que a maioria se inspira no criador de todas as coisas.

Todas as belezas que Deus criou se fossem colocadas numa feira de exposição, passaríamos o resto da vida só admirando.

Quando Deus fez todas as coisas, Ele na sua sapiência e onipotência resolve dar uma admirada. Delícia! Talvez olhe para algum arcanjo, ou querubim, meneie a cabeça, abra um sorriso e diz: Gostei! As hostes angelicais se entreolham e estupefatos com toda a beleza, pasmam diante da satisfação divina.

Na natureza física e biológia, não sei se Deus continua construindo e fazendo, mas no universo espirutal, com certeza.

Deus não parou de pensar. A bíblia não encerra o pensamento de Deus. Deus não sofreu amnesia. Ele ainda pensa sobre você, o mundo presente e futuro. Jesus ao ascender aos céus, anunciou – vou preparar-vos lugar.

Em nossa restauração e adorno espiritual, a obra de Deus continua. Até que:

Sejamos como Jesus – o varão perfeito. Noiva adornada para o seu noivo. Deus ama o belo! Tudo o que faz avalia e tem prazer em dizer – muito bom! Ele deseja olhar para você e dizer – gostei!

Certamente, ele como pai, deseja que você olhe para os seus feitos e possa também dizer: Gostei! Mas lembre! Ele precisa gostar também daquilo que você fez, faz e eventualmente possa fazer.

F. Meirinho

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NÃO IMPORTA O PORTADOR E SIM O PRODUTO?

27 Abr

Imaigreja

Recentemente um amigo esteve comigo, dotado de muitas experiências de atuação evangelística em muitos estados do Brasil. Conversamos sobre vários assuntos relacionados à família, política, religião e polarizando mais para discutir o momento cristão no Brasil e no mundo.

Falei a ele, que acredito que pregadores atores, e instituições que atuam, apenas, podem pregar o evangelho, mesmo não vivendo e não crendo, podendo em muitas ocasiões resultar em conversão verdadeira. Mas, elas precisam ser incentivadas a conhecer melhor, com maior profundidade o Evangelho de Cristo para poderem  julgar o contexto, tendo por base a veracidade da verdade em Cristo.

A essa altura da conversa, colocou o seguinte: Conheço uma pessoa, que agora é muito devota e bem integrada à vida da igreja de Cristo, exercendo o ministério pastoral e que tem a seguinte experiência:

Ele e seu amigo de bar, beberam quase a noite inteira. Já, madrugada, disse ao seu amigo bêbado: – Tenho um grande vazio em minha alma, etc. Já me falaram a respeito de Jesus, que pode, tanto salvar o homem, quanto libertar e preencher vazios existenciais.

O amigo ouvindo-o disse-lhe, balbuciando… sob efeito do álcool: É – é é é….ver..da..de! Eu…já experimentei isso mas, abandonei Je je s u s! Emendou: É simples! Você confessa Jesus, como o seu salvador, de todo o teu coração e tudo isso se tornará realidade. – O amigo disse: Eu quero! Ele se converteu ali mesmo, com simultânea oração do amigo embriagado. Imagine como foi essa oração! Durante a semana, procurou irmãos na cidade, contou a sua experiência, e a partir dali, sua vida foi transformada pelo poder do Evangelho.

Acostuma dizer: Quem me conduziu a Cristo foi o meu amigo, mesmo estando embriagado e voluntariamente afastado de Jesus. Ele continuou no mundo do álcool, mas eu descobri Jesus Cristo.

Embora o portador não vivesse o que pregou, mas pregou o que gera vida e libertação: O “evangelho  é o poder de Deus para  salvação de todo aquele que crê…”.(Rm 1. 16) Jesus disse: “Quem  não é contra nós e por nós”. A palavra de Deus  tem vida em si mesma. Por isso, ela tem efeito quando você lê, não importa o tipo de livro, e quando você ouve, não importa o seu portador.

Depois dessa experiência, ele entrou em comunhão com a igreja na cidade, enquanto o seu amigo continuou vivendo a sua própria vida, rejeitando o autor da salvação.

Não importa quem lhe falou da verdade redentora em Cristo, importa é crer e depois receber informações confiáveis de como seguir a Jesus, segundo o Evangelho. Isso você precisa procurar no Novo Testamento, em pessoas que seguem a Cristo, que é – a luz do mundo, que não vai só passar o que ouviu, mas também o que está vivenciando.

Com base nessa experiência, desejo ressaltar que, aprendi com o tempo, distinguir cristãos das religiões, chamadas cristãs. Algumas estãos mais próximas de Cristo, outras distantes, e outras apenas se denominam cristãs, mas nada tem de cristianismo. Mas, isso não significa que algumas que se distanciaram da base, não tenham conhecimento da pedagogia bíblica da salvação.

Meu apelo ao indivíduo seguidor de Jesus: Julgue melhor, a procedência e o conteúdo da religião que você pertence, para ver se a mesma tem alguma relação com Jesus e a sua igreja, pois diferente do amigo que não vivia, mas comunicou a verdade salvadora uma só vez; no local ou intituição que você optar por participar diretamento como membro, participante, você deverá também absorver outros conteúdos. Será que que os mesmos estão de acordo com o s ensinos de Jesus Cristo? Reiterando: Algumas instituições cristãs conhecem a mensagem inicial do Evangelho no que diz respeito a salvação, a exemplo do amigo alcoólatra, mas se sente inviablizada, por vários fatores a passar os demais princípios do Evangelho. Outras, pode ser, que tenham uma relação com a palavra do Evangelho de forma mais significativa, mas outras pode ser que sejam apenas um negócio eclesiástico, uma prestadora de serviços religiosos, uma espécie de comunidade religiosa com outras finalidades.

Pelos frutos conhecereis, isso vale tanto para pessoa, quanto para a instituição.

Nas minhas observações tenho visto que, muitas pessoas são cristãs verdadeiras, mas a religião a que pertencem não, e quando percebem isso, abandonam a estranha religião e correm para Cristo. O problema é que muitos se tornam alienados, e não percebem que estão enganados. Como diz o ditado popular – nunca é tarde para recomeçar e procurar estar atento a tudo. Muitos depois de descobrirem onde estavam metidos  concluem: Minha religião era apenas atora, pregando o que não era, não vivia e não acreditava.

A salvação e libertação inicial é simples, mas para uma vida mais abundante é preciso seguir o processo revelado na Palavra de vida, a exemplo do que está escrito em João 8. 31 e 32, que de forma resumida diz: “Jesus disse aos judeus que creram nele (eram crentes). Se vocês permanecerem em mim e na minha palavra serão meus discípulos. (Para ser discípulo tinham que permanecer na palavra e em Cristo). O resultado seria: “e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”.

Há cristãos que ainda não estão libertos, porque não conheceram a verdade libertadora, fruto de uma aprendizado discipular, revelado por Cristo e recomendado a todos que o seguem. Por esta razão, estudar a bíblia, principalmente o Novo Testamento é de fundamental importância, para quem deseja viver dentro da verdade pregada e colocada à disposição de todos nós, por Jesus, seus apóstolos e demais seguidores.

F. Meirinho

http://fmeirinho.wordpress.com

www.prmeirinho.zip.net

A IGREJA E OS DESAFIOS DO NOSSO TEMPO

6 Mar

A IGREJA

E OS DESAFIOS DO NOSSO TEMPO

ImaigrejaO que Jesus e seus apóstolos ensinaram não é fácil encarar, por isso as religiões cristãs preferem tratar de outros assuntos, do que propriamente sobre a doutrina cristã. Podemos afirmar que a igreja de hoje está mais pronta para ouvir coisas estranhas do que pronta para ouvir a verdade e crescer em Deus com inteligência, transparência e na sã doutrina.

É muito mais fácil girar em torno das liturgias, sacramentos, milagres, teologia da prosperidade, teologia da libertação e outros ritos, modismos, e coisas triviais, porque não  coloca o sujeito no  ideal de Cristo, dentro da vida ativa, do ponto de vista da sua prática e da ação propulsora que leva a pessoa agir na igreja ativa de Deus.

Por isso, dificilmente, ou com raras excessões, uma religião cristã se enquadra dentro do ideal de Jesus, do perfil, cujo modelo, não é a igreja local, visível, mas a idealizada, a mística, corpo de Cristo, esposa do cordeiro, aquilo que ele ensinou, o próprio Cristo. A igreja local deve ser um estado, ambiente, uma assembleia, em que se treina para viver em missão temporal, preparando-se para a conquista do que é eterno.

Para fugir dessa matriz absoluta, que exige conversão, transformação e nova vida, foi criado um sistema paralelo, que distanciou as congregações (denominação/religião cristã) do projeto original. Como sempre, há os que são fiéis e aspiram com sinceridade por algo mais consistente. O joio e o trigo sempre conviveram. Fica complicado é quando o joio se torna em número maior e começa o processo de sufocação, deterioracão, aniilamento e perda de referência, como se afirma em física: a massa maior atrai a menor, que espiritualmente Paulo se refere ao conceito de primícia e raiz: “E, se forem santas as primícias da massa, igualmente o será a sua totalidade; e ser for santa a sua raiz, também os ramos o serão”.  (Romanos 11.16) O inverso é verdadeiro. Serve aqui a pergunta de Tiago, quando se referia à lingua:”Acaso  pode a fonte jorrar do mesmo lugar o que é doce e o que é amargo”. (Tiago 5. 11) Uma religião, ou liderança fora dos padrões determinado pelo Evangelho, pode produzir uma igreja sadia?

Podemos observar que os principais ensinos de Jesus  coloca em foco as relações humanas, que resulta da relação com Deus, através da comunhão com Cristo. Comunhão quer também dizer – estar de comum acordo. Estando nele, o fruto aparece: “Todo ramo que, estando em mim não der fruto ele o corta, e todo o que dá fruto, limpa para que produza mais fruto ainda”. (Jo 15. 2)

O que Jesus ensinou demonstra claramente o seu ideal de igreja. Foi com base nesses ensinamentos que a igreja primitiva se fundamentava e dava o seu início. E foi em defesa de tudo isso, que os apóstolos em seguida trabalharam, o que não foi fácil, mas eles não se renderam. Como sabemos que não foi fácil? Basta ler as recomendações apostólicas e informações que eles tiveram do comportamento de muitos no primeiro século.

Para os apóstolos serem fiéis às ordenanças de Jesus, no sentido de viverem e proclamarem suas verdades eram o grande objetivo e desafio. Esses ensinos eram revolucionários, de tal maneira que seriam inviáveis, se a pessoa interessada não sofresse uma verdadeira metamorfose tornando-se nova criatura, para poderem assimilar e se incorporar nas boas novas.

Vamos mostrar um pouco do pensamento de Jesus, que ele colocou como verdade  viável, mas não fácil.

Partes seletas dos ensinos de Jesus em Mateus no capítulo cinco, que pode ser apenas um lampejo de tudo aquilo que Jesus queria que os seus seguidores compreendessem e vivessem. Seus seguidores formavam a sua igreja, sua assembleia, reunião de orientação.

“Vós sois o sal da terra; mas se o sal se tornar insípido, com que se há de restaurar-lhe o sabor? para nada mais presta, senão para ser lançado fora, e ser pisado pelos homens.

Vós  sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte; nem se acende uma candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e assim ilumina a todos que estão na casa.

Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.

Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; não, não; pois o que passa daí, vem do Maligno.

Eu, porém, vos digo que não resistais ao homem mau; mas a qualquer que te bater na face direita, oferece-lhe também a outra; e ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa; e, se qualquer te obrigar a caminhar mil passos, vai com ele dois mil.

Dá a quem te pedir, e não voltes as costas ao que quiser que lhe emprestes.

Ouvistes que foi dito: Amarás ao teu próximo, e odiarás ao teu inimigo.

Eu, porém, vos digo: Amai aos vossos inimigos, e orai pelos que vos perseguem; para que vos torneis filhos do vosso Pai que está nos céus; porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons, e faz chover sobre justos e injustos.

Pois, se amardes aos que vos amam, que recompensa tereis? não fazem os publicanos também o mesmo?

E, se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis demais? Não fazem os gentios também o mesmo?

Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai celestial”.

Nosso grande desafio, não é se adequar a uma religião cristã, mas seguir, praticar os ensinamentos de Jesus de Nazaré e fazer com que a congregação onde participamos se incorpore ao ideal de Cristo.

Considerando que as denominações cristãs, que devem funcionar, substituindo o modelo primitivo, como congregaçõess ou igreja local; ao longo do processo histórico, e muito mais no presente, disputam entre si, e internamente o poder políticofinanceiro, isso contribuiu para que o ideal de Jesus fosse relegado a planos inferiores, desde os primórdios, o que não permitiu que o Espírito guiasse as igrejas em toda a verdade, como era o ideal.

É claro que perguntamos: por que o Espírito não conduziu a igreja a toda a verdade, conforme Jesus prometeu? “…quando vier porém, o Espirito da verdade ele vos guiará a toda a verdade…” (Jo 16. 13). Se a igreja como um todo na soma das partes, estivesse em consonância, não entraria em discrepançia. Mas a resposta que temos é que, ela não seguiu a orientação do Espírito. Todos nos sabemos que muitas denominações consideram-se mutuamente como seitas, como portadoras de heresias, mas  na verdade, se omitem de falar e viver de acordo com os ensinamentos de Cristo, mas todas desejam dizer que são de Cristo. Neste caso, cabe a cada cristão, particularmente, aumentar a sua consciência cristã para que continue sendo luz do mundo, sal da terra, mesmo que a sua denominação não a seja. Mesmo que seus líderes sejam acusados de práticas imorais e ilegais. Mas,  se a congregação, ou sua liderança se prostituirem e prevaricarem? O Evangelho continua se dirigindo tanto ao indivíduo, quanto à coletividade. Se o sujeito cristão perceber que a liderança saiu fora do projeto de Deus, vale a recomendação de Jesus: “Buscai primeiramente o reino de Deus e a sua justiça”. Não podemos nos tornar conivente e participantes das obras das trevas, por que nos tornaremos como os demais. Têm muitos, que se escondem por detrás do nome – Igreja de Cristo – para enganar, usurpar  explorar em nome de Deus. Utilize do dispositivo chamado – Responsabilidade individual, para julgar a procedência, tanto da mensagem, quando do pensamento e comporamente da liderança: “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina…”. (2 Tm 4. 16)

Quando Jesus fala em luz do mundo, pode incluir também a religião cristã, que representa o conjunto de cristãos em uma localidade ou comunidade, por que, mesmo que não seja mundo, malévolo mas está no mundo social.

Lutero, que se tornou  o reformador, não tinha interesse em deixar a igreja administrada pelos seu líderes, mas, como se dedicava em estar sintonizado na referência maior do cristianismo – a bíblia, pode ver e apontar erros praticados,  não  compatíveis com os princípios do evangelho, registrado no Novo Testamento, no qual estava fundamentado.

Sua consciência cristã estava acima da consciência da igreja, religião/denominação/congregação.

Sua religião pode está perdida, mas você pode estar salvo, e para se manter salvo, santo, fora da “corrupção que está no mundo”, você precisa reagir à conformidade.

Por isso enfatizamos: Nós somos responsáveis pelas transformações significativas, que podem resultar na diminuição da hipocrisia, da valorização das questões triviais, e das mentiras que a religião é capaz de sacramentar, que solapam os valores da verdade e como resultado nos aproximaremos mais do que é essencial, com base no amor, na compreensão, no respeito humano e na fé verdadeira em Jesus Cristo, Salvador e Senhor.

* Nosso próximo assunto será – abordar sobre o que foi colocado como ideal de Jesus: Ser luz do mundo e resplandecer diante dos homens; a nossa maneira de falar; não resistir ao homem mau; dá a quem pedir; amar o inimigo; orar pelos que perseguem; ser perfeito como pai celestial. Coisas que Jesus falou, mas a igreja calou.

Ouvistes o que foi dito!

(F. Meirinho)

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Contiuaremos  escrevendo uma série de artigos sobre a Igreja e nossa responsabilidade pessoal.

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