JESUS – SERÁ O SEU NOME

24 Dez

imarvoreE ela dará à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo de seus pecados (Mateus 1. 21).

Os judeus tinham uma profunda relação com os nomes. Eles apontavam um pouco para a personalidade e vida de quem os recebiam. Havia uma grande preocupação quanto ao dar um nome aos recém-nascidos. Levava-se em consideração a vida de gestação da mãe, o ambiente familiar, social, emocional, político e espiritual, no qual o novo ser nasceria. Talvez, isto acontecesse na família na qual Jesus nasceu; mas, quanto a toda expectativa que poderia surgir, um anjo do Senhor  apareceu a José, em sonho e, de forma categórica e inconfundível, e sem considerar, ou consultar aspectos culturais da socidade judaica,  declarou: “…o seu nome será Jesus”.

Por que Jesus? – Ele salvará o seu povo do seu pecado. É o Salvador da humanidade. Surge a grande questão! A humanidade precisaria de um salvador, de um redentor? De acordo com as escrituras e toda a revelação, a humanidade saiu do propósito do criador, transgredindo os seus mandamnetos. A partir desse fato, todos pecaram e foram destituídos da glória e presença de Deus. O pecado tornou-se uma realidade humana. O homem tornou-se pecado em sua essência. Ele ao nascer já nasce sob estígma do pecado, como afirmou o poeta e rei Davi: “Em pecado me concebeu minha mãe”. Em função disso ele se torna pecador. O pecado no interior do homem criou uma fonte de desejo pelos pecados. Uma espécie de fábrica de pecado, e por isso não consegue se auto-libertar-se. Sendo assim, o homem não é pecador por que  peca; ele peca porque é pecador – pecador por natureza.

Quando lemos a carta de Paulo aos romanos, nos capítulos 6 a 8, entendemos melhor esse princípio. Concluimos que “pecado” – no singular, é o que somos. Pecados – no plural, é o que praticamos. Infelizmente percebemos que uma grande maioria procura arrepender-se do que faz, e não do que é. Ou seja, quando nos arrependemos do que fazemos e não tratamos do que somos, voltamos facilmente às mesmas práticas, porque a causa maior que é intrínseca não foi removida.  Um exemplo prático: A dor, a febre, quando aparecem em nosso corpo, entendemos como sintomas, e para nos livrarmos desses incômodos, o médico, a princípio, pode nos receitar analgésicos, mas sabe que, por detrás desses sintomas, existem causas. Neste caso é necessário uma análise mais aprofundada, para que o remédio que ataque aquele vírus, bactérias, etc. seja receitado. Da mesma forma os pecados que nós praticamos são resultados de uma grave enfermidade que a humanidade possui chamada pecado, e o antídoto para este mal foi receitado por Deus nas escrituras Sagradas que é Jesus Cristo – “aquele que nos livra da ira futura e tem todo o poder de nos libertar”.

Felicidade é o que todos procuram. Uma felicidade que não parta do interior é efêmera, poque não produz libertação e, sem ela, não há domínio próprio. A libertação proporciona ao ser humano a capacidade de administrar o seu próprio ser. Jesus veio para trazer libertação. Profeticamente a respeito dele foi dito: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque o Senhor me ungiu, para pregar boas-novas aos quebarantados, enviou-me a curar os quebrantados de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e por em liberdade os algemados” (Isaías 61. 1).

Quando Jesus apareceu no cenário da humanidade tornou-se um mensageiro da libertação. Para um grupo de judeu que nele creu, e mostrou-llhe a necessidade de libertação interior, reagiram dizendo: “somos descendentes de Abraão, e nunca servimos a ninguém; como dizes tu – sereis livres? – Respondeu-lhes Jesus: Em verdade em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é servo do pecado. Ora, o servo não fica para sempre em casa, o filho fica para sempre.” – e ressaltou: “Se, pois, o filho do homem vos libertar, verdadeiramente sereis livres”.

O grande problema da humanidade é a escravidão espiritual, psiquica, emocioanl, social. Jesus é a resposta para toda a sorte de escravidão. Ele propõe uma libertação interior que forma a base para um um caminho de liberdade plena, pautada pelos seus próprios fundamentos. Temos ao longo da história, criado pseudos atalhos para a liberdade, mas, que, não procede da verdadeira fonte, por isso, gera uma estranha liberdade, a exemplo da que foi expressada pelo poeta Carneiro: “O excesso de liberdade leva o homem a escravidão”. Há, na verdade uma famigerada liberdade que produz libertinagem enquanto escraviza a humanidade. Somos convidados a descobrir a liberdade através do Grande Libertador – Jesus.

Jesus é o seu nome!

Como disse o apóstolo Pedro: “…em nenhum outro nome há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pela qual devamos ser salvos”. Libertação é sinônimo de Salvação. Uma pessoa livre  é uma pessoa salva, e vice versa.

Jesus é o seu nome!

Ele apareceu como luz e esperança para a humanidade e cheio de autoridade: “…E aconteceu que, concluindo este discurso, a multidão se admirou da sua doutrina,  porquanto os ensinava com autoridade…”.  O desejo de conhecer o libertador espalhou-se por todas as comunidades, inclusive a dos gregos, que representavam o saber, o conhecimento, assim está registrado no Evangelho de São João: “Ora havia alguns gregos entre os que tinham subido a adorar no dia da festa. Estes, pois, dirigiram-se a Filipe, que era de Betsaida da Galiléia, e rogaram lhe, dizendo: Senhor, queríamos ver a Jesus”. Os povos estavam reconhecendo que ele era diferente dos demais sábios e líderes que haviam despontado no cenário histórico.

Ele era Jesus:

– Aquele que salva: Foi essa a experiência que teve Zaqueu o cobrador de impostos. Como resultado do encontro, Jesus disse: “Hoje entrou salvação nesta casa”.

– Aquele que realiza milagres: A mulher que sofria de uma incurável hemorragia, ficou radicalmente curada, após um toque de fé em suas roupas.

– Aquele que sempre tem soluções: A exemplo de uma festa que acontecia em Caná da Galiléia. Faltou vinho e parece que a festa terminaria, mas Jesus estava presente, transformou a água em vinho e o povo continuou comemorando. Se alguma coisa tem impedido que a festa, a felicidade continue em sua vida, conte com Jesus – Ele pode transforamar “a sua água em vinho” – assim, a festa da vida, não sofrerá descontinuidade”.

– Aquele que traz tranquilidade e paz para a alma. Ele disse: “Vinde a mim todos que estão cansados e sobre carregados que eu vos aliviarei”.  Vivemos num mundo inquieto, em que as pessoas estão tendo dificuldades em viver com suas realidades. O estresse já atinge um número considerável da nossa população, e por não encontrar saída, uma outra parte vive sob efeito drástico da depressão, que gera contínuos conflitos familiares, desesperos e angústias e não sabendo como lidar com essas emoçoes negativas, muitos entram para o caminho sem volta, do alcoolismo e demais derivados entorpecentes. Ele – Jesus deseja apaziguar a nossa guerra interior com a força de sua paz. Ele deseja ser – a cura da nossa doença, a paz da nossa guerra, a comida da nossa fome, a água da nossa sede e o céu do nosso inferno. Conte com ele, como milhares tem feito e descoberto nele o lugar de refúgio e fortaleza.

– Jesus, aquele que nasceu na mangedoura, morreu pelos nossos pecados e ressuscitou  ao terceiro dia, está vivo e deseja ardorosamente encontrar-se conosco, para nos comunicar paz e fazer cumprir os desígnos de Deus: “Eis que vos trago novas de grande alegria, na cidade de Davi, vos nasceu o Salvador que é Cristo – o Senhor”.  Ele é grande: “Jesus foi o mais puro entre os poderosos, e o mais poderoso entre os mais puros” (Jean Ritcher).

– Ele é aquele que tem tem todo o poder sobre as forças do mal. Estar com ele é encontrar a felicidade, dispensar os deuses estranhos, destruir os amuletos, acabar com o fanatismo, eliminar os preconceitos e projetar-se para uma vida de liberdade, amor e paz. Napoleão Bonaparte, referindo-se a Cristo disse: “Vós falais de César e de Alexandre e de suas conquistas, mas podeis conceber homens mortos fazendo conquistas? Jesus Cristo, morto há 1800 anos, governa o mundo de hoje! Alexandre, César, Carlos Mágno e eu, fundamos impérios. Sobre quem, porém repousou a criação dos nossos gênios? – Sobre a força. Jesus Cristo, fundou o seu império sobre o amor, e nesta hora milhões de homens morreriam por ele”.

– Jesus é aquele que tem toda a primazia. Deus colocou Jesus Cristo em posição de supremacia em todo o cosmos, em todo o universo. Ao ser humano cabe-lhe reconhecer essa soberania e primazia. Segundo o apóstolo Paulo, escrevendo aos colossenses:

  • “…Ele nos tirou da potestades das trevas e nos transportou para o Reino do Filho do seu amor, em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão dos pecados…;
  • Ele é a a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação…;
  • Nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis…;
  • Ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele;
  • Ele é a cabeça do corpo que é a igreja;
  • Ele é o princípio e o primogênto dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência”.

Deus deu e ainda está dando toda a preeminência a Jesus Cristo. Cada ser humano é convidado a fazer o mesmo. Jesus  é nosso salvador, mas deseja ser também nosso Senhor. Quando temos Cristo como Senhor de nossas vidas, nenhum mal de procedência malígna nos atingirá, porque fazemos parte do seu reino, do seu governo.

Nele nosso fututo fica garantido e o nosso presente estabilizado com a energia que emana para os nossos corações. Só ele pode nos ofercer tudo isso. Santo Agostinho, referindo-se a Ele, escreveu: “Eu li Platão e Cícero, palavras que são mui sábias e mui belas; porém nunca li em nenhum deles: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei”.

O Seu nome é Jesus. Aquele que disse: “Eu estarei convosco até a consumação dos séculos”. Que nas comemorações natalinas deste ano, possamos convidá-lo para celebrar conosco a sua festa. Que todos nós com muita paz, tranquilidade e segurança possamos ter um Natal, de amor, fraternidade, felicidade e muita Paz!

Francisco Meirinho

www.prmeirinho.zip.net

 

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